Se você está planejando uma viagem para Mendoza e quer saber o que fazer em 6 dias na capital do vinho da Argentina, este roteiro reúne exatamente a experiência que vivemos por lá.
Passamos 6 dias em Mendoza explorando vinícolas, paisagens da Cordilheira dos Andes, experiências gastronômicas, o centro da cidade, as Termas de Cacheuta e até um passeio de balão sobre os vinhedos.
Resumo rápido do roteiro
- Duração: 6 dias
- Destino: Mendoza, Argentina
- Destaques: vinícolas, Alta Montanha, Aconcágua, Puente del Inca, Cacheuta e passeio de balão
- Para quem indicamos: casais, famílias e viajantes que gostam de gastronomia, vinho e natureza
- Nosso ponto alto: passeio de Alta Montanha no Dia 5
Como planejar uma viagem para Mendoza
Quantos dias ficar em Mendoza?
Para um roteiro parecido com o nosso, 5 a 6 dias permitem combinar vinícolas, atrações da cidade, um dia de relaxamento e o passeio de Alta Montanha sem concentrar tudo em uma programação corrida.
Melhor época para visitar
No nosso planejamento, consideramos especialmente os períodos de março a maio e de setembro a novembro. A experiência muda bastante ao longo do ano, por isso vale conferir o clima e a programação das vinícolas antes da viagem.
Como chegar em Mendoza
Nós saímos do Rio de Janeiro com conexão em São Paulo, pela Gol. Dependendo da cidade de origem e da companhia aérea, também podem aparecer opções com conexão em Buenos Aires.
Dia 1 em Mendoza: chegada e jantar na Bodega El Enemigo
A chegada em Mendoza já impressiona. A cidade fica cercada pela Cordilheira dos Andes e, dependendo das condições do voo e do tempo, as montanhas começam a aparecer antes mesmo do pouso.
Depois do check-in no hotel e de um pequeno descanso, começamos a viagem da melhor forma possível: com uma experiência gastronômica.
Bodega El Enemigo
Nosso primeiro jantar foi na Bodega El Enemigo. Para nós, foi uma das experiências gastronômicas mais especiais da viagem. A bodega combina arquitetura charmosa, clima intimista, gastronomia e os vinhos da casa.
Cada rótulo servido parecia contar uma história e foi uma ótima introdução ao universo dos vinhos mendocinos.
Dia 2 em Mendoza: Chandon, Sottano e passeio de balão
O segundo dia começou com espumantes. Nossa primeira parada foi a Chandon, onde conhecemos um pouco do processo de produção e fizemos uma degustação.
Depois seguimos para a Vinícola Sottano, onde tivemos um almoço com vista para os vinhedos. Restaurantes dentro de vinícolas fazem parte da experiência de Mendoza e muitos oferecem menus pensados para harmonizar com os rótulos locais.
Passeio de balão em Mendoza
A grande surpresa do dia veio no fim da tarde: um passeio de balão em Mendoza. Ver a região do alto, com os vinhedos e a Cordilheira dos Andes compondo a paisagem, foi um dos momentos mais diferentes da viagem.
Dia 3 em Mendoza: o que fazer no centro da cidade
Depois de dois dias mais voltados às vinícolas, reservamos o terceiro dia para conhecer o centro de Mendoza. A cidade nos pareceu organizada, arborizada e cheia de praças agradáveis para caminhar.
Começamos pela Plaza Independencia e seguimos pela Rua Sarmiento, área com restaurantes, cafés e lojas.
Paradas do nosso passeio pelo centro
- Igreja Santiago Apóstol y San Nicolás
- Plaza España
- Museu de Ciências Naturais e Antropológicas
E, claro, incluímos uma parada na Lucciano's. Eu amo sorvete e sempre tento provar os mais indicados nos lugares que visitamos.
À tarde fomos conhecer o Parque General San Martín. O parque é enorme e vale reservar um tempo para caminhar com calma.
À noite fomos ao Palmares Open Mall e terminamos o dia com um show de folclore e tango no Ahijuna, acrescentando uma experiência cultural ao roteiro.
Dia 4 em Mendoza: Termas de Cacheuta e Embalse Potrerillos
Depois de dias intensos, reservamos o quarto dia para uma programação mais tranquila. Nosso destino foi o Hotel Termas Cacheuta, em meio às montanhas.
O complexo conta com piscinas termais e, para nós, a combinação de águas quentes, paisagem e tranquilidade fez desse um ótimo dia para desacelerar.
Embalse Potrerillos
No caminho para Cacheuta fizemos uma parada no Embalse Potrerillos, um lago artificial de coloração azul intensa cercado por montanhas. Foi uma das paisagens mais bonitas da viagem.
À noite voltamos para Mendoza e jantamos no centro da cidade.
Dia 5 em Mendoza: Aconcágua e Puente del Inca
Se você tiver poucos dias em Mendoza, este foi o passeio que mais nos impressionou.
O tour de Alta Montanha foi o ponto alto da nossa viagem. A estrada já faz parte da experiência, com montanhas, vales e paisagens que mudam ao longo do trajeto.
Aconcágua
Um dos grandes momentos acontece quando avistamos o Aconcágua, a montanha mais alta das Américas. Diante da dimensão da Cordilheira dos Andes, a sensação é difícil de traduzir em foto.
Puente del Inca
Outra parada marcante é a Puente del Inca, formação natural conhecida pelas cores amarelas, alaranjadas e terrosas provocadas pela presença de minerais.
À noite voltamos para Mendoza e aproveitamos para fazer as últimas compras na Rua Sarmiento.
Dia 6 em Mendoza: despedida com vontade de voltar
Nosso último dia foi mais tranquilo. Acordamos cedo, tomamos um delicioso café, arrumamos as malas e seguimos para o aeroporto.
Saímos de Mendoza com uma certeza: o destino vai muito além das vinícolas. A região combina gastronomia, natureza, cultura e experiências diferentes em um mesmo roteiro.
Se você está planejando uma viagem para a Argentina, Mendoza merece entrar na lista — especialmente se você gosta de alternar dias de passeio com boa comida, vinho e paisagens impressionantes.
Quanto custa uma viagem para Mendoza em 6 dias?
Os custos variam de acordo com época, câmbio, categoria do hotel, passagens, restaurantes e experiências escolhidas. Abaixo organizei as estimativas que usamos como referência para um roteiro semelhante ao nosso.
| Categoria | Estimativa para o casal |
|---|---|
| Passagens aéreas | R$ 3.600 a R$ 6.000 |
| Hospedagem (5 noites) | R$ 2.500 a R$ 4.500 |
| Vinícolas e experiências gastronômicas | R$ 1.100 a R$ 1.600 |
| Passeios | R$ 2.800 a R$ 3.800 |
| Alimentação | R$ 1.500 a R$ 2.400 |
| Transporte | R$ 400 a R$ 800 |
| Compras | R$ 500 a R$ 1.500 |
| Total aproximado | R$ 12.400 a R$ 20.600 |
Importante: estes valores são apenas estimativas baseadas nas faixas reunidas neste roteiro e podem mudar bastante. Consulte preços atualizados antes de fechar a viagem.
Passagens aéreas
Na estimativa original do roteiro, consideramos cerca de R$ 1.800 a R$ 3.000 por pessoa, ou de R$ 3.600 a R$ 6.000 para o casal.
Hospedagem
Para 5 noites, a estimativa usada foi de R$ 500 a R$ 900 por noite, totalizando aproximadamente R$ 2.500 a R$ 4.500.
Vinícolas e experiências
- Bodega El Enemigo: R$ 500 a R$ 700 por casal
- Chandon: R$ 200 a R$ 300 por casal
- Almoço em vinícola como a Sottano: R$ 400 a R$ 600 por casal
Total estimado: R$ 1.100 a R$ 1.600.
Passeios
- Alta Montanha: cerca de R$ 350 por pessoa
- Termas de Cacheuta: cerca de R$ 884 por pessoa
- Passeio de balão: R$ 1.200 a R$ 1.800 por casal
Total estimado: R$ 2.800 a R$ 3.800.
Alimentação
A estimativa utilizada foi de R$ 250 a R$ 400 por dia para o casal, ou aproximadamente R$ 1.500 a R$ 2.400 em seis dias.
Transporte
Nós optamos por ter transfer durante os passeios. Para quem pretende fazer degustações, foi uma escolha que nos permitiu aproveitar as experiências sem a preocupação de dirigir.
A estimativa reunida no planejamento foi de R$ 400 a R$ 800, mas esse valor depende bastante do formato de transporte escolhido.
Compras
Para vinhos, alfajores e lembranças, a faixa considerada foi de R$ 500 a R$ 1.500 por casal. Essa é uma das categorias mais pessoais do orçamento.
Perguntas frequentes sobre Mendoza
Quantos dias são suficientes para conhecer Mendoza?
Para um primeiro roteiro com vinícolas, centro da cidade, Cacheuta e Alta Montanha, nós consideramos 5 a 6 dias uma duração muito boa.
O que não pode faltar em um roteiro por Mendoza?
Na nossa experiência, os destaques foram as vinícolas, o passeio de Alta Montanha com Aconcágua e Puente del Inca, as Termas de Cacheuta e o Embalse Potrerillos.
Mendoza é um destino apenas para quem gosta de vinho?
Não. Embora as vinícolas sejam uma parte importante da viagem, nosso roteiro também teve montanhas, termas, parques, gastronomia, tango, centro histórico e passeio de balão.
Vale a pena contratar transfer em Mendoza?
Para nós, valeu. Como nosso roteiro incluía várias degustações, preferimos ter transporte e não precisar dirigir depois de consumir vinho ou espumante.
Vale a pena viajar para Mendoza?
Para nós, sim. Foi uma viagem que reuniu sabores, paisagens e experiências muito diferentes em poucos dias. Mendoza não ficou na memória apenas pelos vinhos, mas pela combinação entre a Cordilheira dos Andes, a gastronomia, as pequenas pausas e os momentos vividos ao longo do roteiro.
Espero que nosso roteiro ajude no seu planejamento. Se ficou alguma dúvida, deixe nos comentários.





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